Há o que atinge e fere. Feridas que tatuam na alma aquilo, aquele ou aquela que um dia, perspicaz, desvestiu você de toda armadura para usar a carne nua para brincar de quadro negro.
Há aqueles que te agarram enquanto você bate a porta mandando-os embora e na ânsia de ficar, ferem.
Há quem prefira ferir para que quando ir embora se revelar necessário, ainda reste a ferida e a dor. Mesmo que essas um dia cessem, as marcas nao deixarão que a lembrança se perca, se funda ou se confunda.
Ferir, agudo e estridente como um grito qualquer que corta o ar, veloz. Como algo que se revela loucamente prazeroso: ser eterno no que lacera.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
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