quinta-feira, 14 de abril de 2011
Passa (descom)passo
O que me incomoa não é a insônia. O que me atormenta são os demônios da noite. Os demônios da alma. Aqueles calafrios quando o peito descompassa mesmo debaixo da coberta. A mente que pulsa numa velocidade exorbitante e obriga o corpo fraco a viver sem descanso. A cabeça, outrora tão viva, quase já não pensa. O corpo quase jaz lívido como quadros nunca desenhados por mãos sujas de dissecar pensamentos mórbidos. E a penumbra vem e toma a cidade, a casa e o quarto. Penso que já não sou, embora nessa vida toda nunca tenha sido alguém.
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Hum... xó descompasso, deixa minha amiga dormir em paz!
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